Palestrante: Joelmir Beting
Nasceu em Tambaú, em 21 de dezembro de 1936. Ali trabalhou e estudou até 1955. Foi bóia-fria aos sete anos de idade. Desembarcou em São Paulo com a roupa do corpo, literalmente empurrado pelo Padre Donizetti Tavares de Lima (1890-1961), seu gurú espiritual (e profissional). Ele me orientou para estudar Sociologia na USP e "fazer carreira no jornalismo", Eu queria seguir carreira no magistério, tal como fizeram dois brilhantes colegas de turma: Francisco Weffort e Ruth Cardoso.
Acabou resvalando para o jornalismo, entrando pela porta da imprensa esportiva já em 1957, ainda cursando a USP. Fez futebol nos jornais O Esporte e Diário Popular e na rádio Panamericana (que virou Jovem Pan). Em 1962, sociólogo formado, trocou o jornalismo esportivo pelo jornalismo econômico. Inicialmente, como redator de estudos de viabilidade econômica para projetos desenvolvidos por uma consultoria de São Paulo.
Em 1966, pelas mãos de Gilberto Adrien, diretor comercial da Folha de S.Paulo, foi resgatado pelo jornalismo diário para lançar uma editoria de Automóveis no caderno de Classificados. Referência: uma tese acadêmica na USP, nota 10, de minha autoria, datada de 1962, monitorada pelos professores Azis Simão e Fernando Henrique Cardoso, versando sobre "Adaptação da Mão-de-Obra Nordestina na Indústria Automobilística de São Paulo".
A cobertura do mercado de automóveis ganhou luz própria e acabou premiado, em 1968, com a nomeação para o cargo de Editor de Economia da Folha de S.Paulo. Onde encontrou tempo e espaço para lançar sua coluna diária em 7 de janeiro de 1970. A mesma coluna que hoje é publicada por 48 jornais brasileiros, com timbre da Agência Estado. Trocou a Folha de S.Paulo pelo O Estado de S.Paulo em agosto de 1991, juntamente com Paulo Francis.
A coluna diária foi seu pau-da-barraca profissional. Com ela, desbravou o economês, vulgarizou a informação econômica, foi chamado nos meios acadêmicos enciumados de "Chacrinha da Economia", virou patrono e paraninfo de 157 turmas de formandos em Economia, Administração, Engenharia, Agronomia, Direito - bem mais que Dom Helder, Dom Evaristo, Tristão de Athayde, Chateaubriand, Juscelino...
A coluna igualmente foi seu trampolim para inaugurar, ainda em 1970, a informação econômica diária em rádio (Jovem Pan, Gazeta, Bandeirantes e CBN) e em Televisão (Gazeta, Record, Bandeirantes e Globo). Na Rede Globo estou desde agosto de 1985. Hoje, com "Espaço Aberto" também na GloboNews (aos domingos, 21,30 hs).
Multimídia há três décadas, atacou também de livros com "Na Prática a Teoria é Outra"(1973) e "Os Juros Subversivos"(1985) e dezenas de ensaios para revistas semanais.
Outra atividade profissional de grande peso em sua carreira é a de conferencista no Brasil e no Exterior. Realiza, em média, nove palestras por mês em empresas, convenções, simpósios, congressos e seminários. Onde se reencontra com a profissão que pretendia seguir nos tempos da USP: o magistério.
Sim, trabalha e estuda 15 horas por dia, desde sua infância em Tambaú. Sua mulher, Lucila, segura a prensa desde o casamento indissolúvel, em 14 de abril de 1963. E seus dois filhos, Gianfranco, publicitário e webmaster, e Mauro, comentarista esportivo de jornal e televisão, também trabalham, pesquisam e estudam hoje 15 horas por dia.
Palestra “Taylor made”
As palestras ministradas por Joelmir Beting são preparadas e adequadas de acordo com a solicitação do “cliente” e os temas propostos. Na palestra, que pode ter duração de até duas horas, Joelmir monta cenários macroeconômicos com foco no setor da empresa contratante.
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